Preconceitômetro

Costumo brincar em minhas palestras que, quando o assunto é preconceito, crio a seguinte situação e primeiro pergunto: “quem aqui é preconceituoso?”.  Salvo dois ou três corajosos – ou até um tanto autênticos –, o restante das pessoas se mantêm em silêncio e sem levantar a mão. Logo em seguida, faço uma segunda pergunta: “quem aqui conhece alguém preconceituoso”. Nesse momento, a manifestação é quase unânime.

Inúmeros pensadores ao longo da história nos mostraram, por meio de pequenos aforismos, ou complexas reflexões, a tendência humana de sempre enxergar os problemas de ordem social como algo do outro. Assim, em se encontrando um culpado, além da absolvição por completo, ainda sobra o deleite secreto de se colocar enquanto vítima, das falhas do sistema e dos tantos pecadores que o cercam.

Mas, entrando em um novo ano, faltando pouco mais de uma semana para acabar o mês de janeiro, já poderíamos tentar fazer uma pequena autoanálise e fugir dessa lógica simplista, elegendo pelo menos alguns assuntos para tentarmos de vez acabar com a terceirização da culpa. Imaginem só se tivéssemos em casa um preconceitômetro, isso mesmo, um aparelhinho que talvez colocaríamos embaixo das unhas, ou quem sabe das pálpebras, talvez até mesmo sob o travesseiro, e ele pudesse nos contar, em uma escala de 0 a 100, como estaria nosso nível de preconceitos.

Como essa bela maquininha ainda não foi inventada, talvez o jeito seja identificar algumas perguntas que nos ajudariam a começar, primeiro, como eu disse  anteriormente, fazer uma avaliação das verdades que temos em relação a determinados segmentos de pessoas ou de culturas, com as quais acabamos interagindo no dia a dia.

Digo isto porque antes de buscarmos saber de fato o quanto somos preconceituosos, faz-se necessário compreender, de fato, o que vem a ser preconceito. Um conceito pré-estabelecido pode fazer com que eu, dentre outros equívocos, deixe de contratar alguém por sua idade, sua cor de pele e  até por um sotaque ou opção religiosa.

Também pode fazer, por outro lado, com que determinados segmentos sejam percebidos como melhores e infinitamente superiores, por um sobrenome, por morar em determinado território, ou até por fumar e beber desejados itens de marcas  tradicionais. Notem então, que o preconceito pode ser terrivelmente danoso, tanto nos momentos em que se desvaloriza alguém, quanto nos momentos em que se exauta.

Muitas vezes, condutas preconceituosas são maquiadas e encobertas por belos discursos. As atitudes, no entanto, muito rapidamente traem o dono da bela retórica, fazendo transparecer velhas convicções conservadoras e discriminatórias.

Pessoalmente, acredito que todo ser humano, em aguma medida, traz consigo algum tipo de preconceito, contudo, igualmente acredito na capacidade humana de se libertar destas tais verdades absolutas desnutridas de qualquer tipo de inteligência ou de respeito ao próximo.

Para experimentar nas férias – Parte II

Na última semana, iniciamos uma conversa sobre possibilidades inovadoras que funcionam em boa parte dos Smartfones que estão invadindo o mercado, e que tenho certeza, muitos leitores vão adorar conhecer, pois acabam facilitando ou tornando mais prazerosas muitas de nossas atividades do dia a dia.

Como já foi dito, essa não é uma coluna sobre Tecnologia e as dicas são de aplicativos ou ideias que possam trazer um ganho, acima de tudo social, para quem se interessar em conhecer.

Comecemos falando de possibilidades para conversa por voz. Muitas pessoas não sabem, mas caso tenham um pacote de Internet, não precisam necessariamente  conversar com amigos apenas por meio de ligações telefônicas.

Além do mundialmente conhecido Skype, hoje existem outras alternativas como por exemplo, o Viber: basta baixar, instalar e pedir para que ele busque em sua lista de contatos outros amigos que também possam ter o mesmo aplicativo. Caso nenhum amigo seu ainda tenha, você pode, com apenas alguns clicks, fazer o convite, lembrando que para a pessoa poder instalar deve, além da Internet, ter um aparelho com as plataformas Androide ou IOS.

Ainda nessa linha existem outros dois programas bem legais, que fazem com que seu Smartfone funcione como um “rádio comunicador”. São eles o Zello e o Voxer. No que se refere à busca de amigos e ao funcionamento, a lógica é a mesma do Viber.

As novas possibilidades de acesso a conteúdos também são dignas de destaques. Você já ouviu falar em podcast? Existem inúmeras definições do que vem a ser esses programas produzidos por milhares de pessoas ao redor do mundo. Melhor do que definir, no entanto, é recomendar que as pessoas possam buscar e ouvir.

Você pode fazer isso tanto de seu Smartfone quanto de seu computador. Mergulhando na “podosfera”, as pessoas se deparam com programas de comédia, política, história, filosofia, enfim, com um mundo novo que lhe pode servir como uma excelente companhia para caminhadas ou mesmo aquelas horas intermináveis dentro do ônibus ou preso no trânsito.

Para fechar, me despeço dizendo que a grande dica é ser curioso e não ter medo de testar. Experimente à vontade e se não gostar, é só apagar e continuar buscando novidades.

Para experimentar nas férias – Parte I

Você está entre aqueles que ganhou um Smartphone de Natal, ou faz parte dos tantos que comprou um no final do ano passado, mas ainda não entendeu, de fato, o que esse “bicho” pode trazer de novo para o seu dia a dia?

Pois bem, essa não é uma coluna que trata de informática, mas creio que aqui podemos tratar um pouco sobre alguns aplicativos que se merecem o mínimo de seu tempo por essas semanas de férias, que podem fazer você se apaixonar. As dicas vão ser particularmente úteis para aqueles que têm aparelhos com sistemas operacionais Android e IOS. É importante ficar claro que tratarei dos aspectos sociais desses aplicativos, sem dar grande ênfase aos aspectos técnicos, já que nesse espaço, esse é o viés.

Nesta semana, vamos falar do Foursquare e do Waze. Como todos os outros que vou tratar por aqui, você não paga nada para instalar esses aplicativos em seu celular. Também como todos os outros, é importante que você tenha um pacote de dados de Internet para poder usufruir de fato dos serviços disponibilizados.

Mas vamos então à primeira dica: o Foursquare é um aplicativo de uma rede social, formada por pessoas, que por onde passam, fazem o check in. Há quem diga que se trata de exibicionismo, ou mesmo que não tem sentido sair contando pela internet onde se está em determinado momento.

Bem, a coisa tem uma lógica um pouco menos simplista. Quando você faz chek in, ou seja, diz que está no local, também tem a opção de tirar fotos e deixar dicas sobre o lugar. No fim das contas, em qualquer canto em que você chega, no Brasil ou no mundo, já encontrará dicas de pessoas que passaram por ali. Veja que se trata de uma forma criativa e inovadora de troca de informações entre as pessoas sobre serviços e lugares.

Já cheguei em vários estabelecimentos onde havia elogios, e em outros, críticas extremamente ácidas. Quando busquei o gerente para mostrar, na grande maioria, todos se mostravam surpresos, pois não sabiam da tal ferramenta.

Também já existem no Brasil estabelecimentos que conhecem a rede e acabam premiando clientes que fazem check in com comentários positivos. Uma amiga se deparou com um desses em uma cidadezinha pequena no interior de Goiás.

Outro aplicativo imperdível é o Waze. Trata-se de uma rede social colaborativa para o trânsito. Imagina só, você se cadastra lá, e pode programar sua rota. Além de saber o caminho, você poderá saber como está o trânsito, se tem acidentes, e claro também dar informações, visto que toda a lógica da coisa se dá por meio de colaboração daqueles que fazem parte da rede.

Essa ferramenta é muito bacana quando você vai viajar. Sabe quando tem aquela situação em que as pessoas vão em vários carros, e no meio do caminho, algum carro acaba ficando alguém para trás? Pois é, com o Waze, se todos os amigos estiverem no “grupo” você poderá saber em que ponto está determinado colega de viagem.

Bons testes e na semana que vem tem mais.