Pode ou não pode?

Sinnatrahlogo

Recentemente, decidi transformar um prazer pontual em hobby. Aliás, de uns tempos para cá, tenho percebido, com o aumento astronômico de atividades profissionais, a importância de sermos responsáveis e leais com tudo aquilo que nos faz bem. Assim, percebi que um gosto antigo por cervejas, somado ao apaixonante universo de possibilidades relacionadas a culturas e sabores, poderia se tornar bem mais desafiador se eu, além de beber e ler sobre o tal líquido milenar, também passasse a produzi-lo.

Empolgado com a perspectiva de um novo passatempo de qualidade, fui buscar aprender com quem sabe. Pesquisei o nome de alguns lugares já com a reconhecida competência nessa arte e fui em busca de informações, como preço, metodologia, e demais detalhes. Já no primeiro telefonema, após receber informações preliminares, fiz questão de informar ao responsável pelo curso que eu era uma pessoa cega, logo acreditava que seria bacana trocarmos ideias sobre possíveis adaptações no processo de ensino e aprendizagem. Qual foi minha surpresa, quando meu interlocutor do outro lado da linha, disse que sendo assim não dava, pois segundo o cara, que se intitulava um dos maiores especialistas da atividade na capital, o fato de eu ser cego se configurava em um impeditivo decisivo que inviabilizaria qualquer possibilidade de eu produzir a bebida.

Bem, ouvir um “não” de gente despreparada, para mim, uma pessoa cega de trinta e oito anos, acaba não sendo necessariamente uma surpresa. Talvez eu tenha ficado de certa forma perplexo diante da reação do sujeito, justamente por conta de uma postura tão reativa e ao mesmo tempo sem qualquer proatividade.

Já em contato com o segundo telefone, fui acolhido de maneira totalmente distinta, quero dizer, em acordo com tudo aquilo o que se espera de postura cidadã em pleno século XXI, afinal de contas eu não estava buscando tirar carteira de motorista, nem muito menos fazer um curso de desenho industrial.

Neste último fim de semana já participei do curso, comprei os equipamentos com adaptações necessárias, por exemplo, termômetro alimentício e balança de precisão falantes, além dos tradicionais utensílios como panela com válvula, fermentadores, etc.

Se a cerveja vai ficar boa ou não, creio que deva ser assunto para uma outra coluna, já que o fato concreto é que dá para fazer e tenho certeza que vou me divertir demais, desempenhando meus novos dotes de grande mestre cervejeiro.

Hoje eu trouxe essa experiência pessoal, pois creio que sempre devemos ficar alerta diante daqueles que tentam nos dizer: você não consegue. Isso é impossível. Aliás, cabe lembrar que, uma banda de rock brasileira certa vez cantou “o impossível não é um fato, mas sim uma opinião”.

Ficou a fim de fazer cerveja? Recomendo os diversos cursos da Sinnatrah, Cervejaria Escola. Dá uma olhada no site www.sinnatrah.com.br  e confira!

Hoje eu não quero voltar sozinho

banner filmeEsta semana escolhi falar de um curta que já está mais do que conhecido por aqueles que  gostam de cinema, de garimpar no Youtube, ou mesmo que tiveram a sorte de receber a recomendação de alguém. O meu caso foi o terceiro. Já havia lido algo sobre o assunto, mas foi em uma conversa com um primo, em meio aquelas festas familiares, que acabei de fato sabendo detalhes e recebendo, após alguns dias, o link para assistir.

O feriado de primeiro de maio caiu como uma luva para que eu, de fato, sentasse no sofá e pudesse, com tranqüilidade, dar a atenção exata que a obra merece. Não vou me preocupar aqui com os riscos de dar spoiler – quando alguém revela o final do filme – já que depois do curta veio o longa e muita gente tem se utilizado do conteúdo do primeiro para escrever e/ou promover a divulgação do segundo.

Estamos falando de uma história leve: alunos do Ensino Médio que passam a interagir com um colega cego. Só por aí já vale a pena assistir. O garoto é retratado na história como um aluno qualquer. Por não enxergar, trabalha na sala de aula e fora dela com equipamentos e necessidades educacionais que se apontam diferentes.

Seguindo com a leveza característica da proposta, o garoto rapidamente passa a conviver com mais dois colegas, Giovana e Gabriel. A partir de então, vão juntos para casa, tratam de assuntos e trabalhos escolares e, sim, também vivem as experiências que todos nós já tivemos desde aqueles tempos de escola ao se surpreender com a paixão invadindo o coração sem mandar email ou mesmo telefonar antes para avisar.

Sem qualquer preparação prévia, cuidados ou construções de cenários explicativos, o pequeno filme acontece como se nos dissesse: simples assim!

Creio que assim como eu, todo mundo que passar pelo Youtube para ver o curta vai ficar com muita vontade de assitir o longa. Não só por conta da garota que se apaixona pelo colega independente da sua deficiência; ou pelo fato de em determinado momento o garoto cego e o colega Gabriel se perceberem apaixonados sem qualquer tipo de culpa ou trauma. Creio que a beleza da ideia está no jeito com que temas aparentemente espinhosos para muitos com os quais convivemos, se tornam leves, fáceis e presentes para a nossa e as futuras gerações.

Para mim, a cena mais marcante se dá no momento em que o garoto precisa voltar só para casa. A beleza da autonomia se apresenta de maneira concreta e após uma pequena discussão com a amiga, Leonardo pega sua bengala e vai embora com a naturalidade e a normalidade que jamais vi em um conteúdo midiático antes.

Creio que quando defini por fazer esse texto, não foi apenas por ser cego ou mesmo por não ser gay. A motivação veio da constatação da possibilidade de podermos conversar sobre velhos assuntos mal trabalhados, por meio de novos olhares, totalmente ressignificados. O filme me sinalizou as infinitas e novas  possibilidades do século XXI.

Depois, rodando pela internet para procurar outros textos sobre aquilo que eu acabara de assistir, li uma coluna muito bacana de Mateus Pichonelli, publicada na revista Carta Capital, a qual compartilho com vocês: http://www.cartacapital.com.br/cultura/hoje-eu-quero-voltar-sozinho-o-mundo-possivel-e-sem-juizo-final-681.html.

Tenho sido recorrente em minhas reflexões que tentam problematizar as novas alternativas de relações e construções sociais de nosso tempo. Penso que dessa vez trago mais um belo exemplo que recomendo não demorarem como eu para parar e ver.

Também recomendo que se possível não assistam só. Quando termina, dá uma vontade imensa de conversar, ouvir outras opiniões e, por fim, discordar ou concordar com elas.

Como eu já disse, em breve espero ver o filme. Já fiz uma pré-reserva no serviço de streaming que tenho em casa e, tão logo o filme esteja disponível, pretendo marcar uma boa noite de cinema com muitos amigos, pois não tenho dúvidas que, ao final do longa, teremos um monte de coisas para falar depois da sessão pipoca de ‘Hoje eu Quero Voltar Sozinho’.

Vale a pena ver o link com audiodescrição. Mais assunto ainda para esquentar a conversa: https://www.youtube.com/watch?v=i585FRIGWus

Manda uma gelada

cervejas_siteVocê gosta de cervejas? Decidi, trazer para dicas de lazer deste feriado, mais do que algo em específico, a possibilidade de uma nova concepção. Pessoalmente tomo cervejas há mais ou menos vinte anos, sempre naquela perspectiva de ter algo refrescante, agradável e bom para acompanhar pratos e as boas trocas de idéias com amigos.

De um tempo para cá, tenho descoberto as infinitas possibilidades que o mundo da cerveja pode nos proporcionar, tornando esse hábito ainda mais prazeroso e saudável. Iniciei essa caminhada, estimulado pelas boas cervejas de trigo alemãs que tem se popularizado no Brasil, como Erdinger e Paulaner. Apesar dos preços ainda um pouco proibitivos, percebi que o mercado  vem se transformando aos poucos, fazendo com que descobrir novas cervejas não seja uma possibilidade tão distante de nossos paladares e bolsos.

Neste post, compartilho com vocês algumas dicas fundamentais para quem estiver afim de de mergulhar de vez neste mar de possibilidades de maltes e lúpulos. Começo com o site www.brejas.com.br. Como todo aprofundamento, esse universo demanda leitura e novos conhecimentos, logo posso lhes garantir que os caras do www.brejas.com.br, nos oferecem isso com qualidade, linguagem leve e muita variedade de informações.

Também vale a pena assinar e ouvir o Beercast Brasil, podcast que todas às quarta-feiras trás uma cerveja e um convidado, que lhes aguçarão a curiosidade e darão muita sede. Para fechar, recomendo conhecer o www.haveanicebier.com.br. Trata-se do maior clube de cervejas da América Latina, então já pode imaginar, lá você poderá comprar com bom preços, variedades, e ainda fazer uma assinatura, que lhe permitirá receber excelente seleções de marcas de todo o mundo.

Saúde!!!

Loki

loki

Loki o imperdível documentário sobre a vida de Arnaldo Baptista 

Você gosta de Rock ou MPB ou talvez de conhecer momentos importantes da história do Brasil. Se a resposta foi sim para uma das possibilidades, ou quem sabe até, um sinal de positivo  para todas elas, lhes afirmo que é indispensável assistir o documentário: Loki Arnaldo Baptista.

Trata-se de material muito bem produzido, que nos apresenta a história de vida de Arnaldo Baptista, um dos fundadores dos Multantes, banda de rock, que marcou a história de toda a música brasileira.

Se você  ainda não ligou o nome as músicas, é só lembrar da voz doce e forte de Rita Lee, cantando Ando meio desligado, ou mesmo de todos os membros juntos dizendo que Louco é quem me diz, que não é feliz.

Independente, das boas músicas e da história fantástica cheia de reviravoltas, do principal protagonista, o vídeo acaba trazendo uma série de histórias maravilhosas que marcaram a vida cultural do Brasil nas décadas de sessenta e setenta.

Caso você tenha Netflix, dá para encontrar o vídeo por lá, e se quiser permanecer no sofá, também recomendo o primeiro de uma trilogia de documentários disponibilizados por lá, que tratam da história e obra de Rita Lee.

Vale a pena lembrar que se você ainda não tem assinatura do Netflix, dá para entrar e assistir por um mês grátis. Então não dá para perder.

Grande  fim de semana com Rock and roll nacional de primeira qualidade!

Podcasts

podcast

Ouvindo podcast nesta semana quero compartilhar com vocês, um pouco de minhas impressões enquanto recém adepto de podcast. Me considero um neófito nesta área, visto que creio que tem pouco mais de um ano que verdadeiramente adquiri o hábito de pesquisar, assinar e reservar momentos de minha rotina para acompanhar tais conteúdos.

Para quem ainda não sabe o que é podcast, deixo aqui uma definição rasa, porém creio que eficiente. Tratam-se de programas de áudio disponibilizados na internet, que podem ser baixados a qualquer momento e ouvidos de acordo com a disponibilidade de seus públicos.

A grande novidade desse tipo de mídia, é o fato de podermos assinar um feed, o que nos permiti ser informados sempre que se tenha um programa novo, ficando a nosso critério baixar de imediato ou ouvir depois.

Para quem tem smartphones, existem dezenas de apps, que facilitam todo o processo para quem quer começar. Além de se tratar de uma nova possibilidade para momentos de lazer, os podcast, são excelentes fontes de informação, visto que acabam em muitos casos trazendo assuntos específicos.

Vamos a lista de meus prediletos

  1. Nerdcast: Este é um dos primeiros podcasts do Brasil. Os caras tem mais de um milhão de assinantes, e trazem todas as sextas feiras assuntos diversos de forma descontraída e com especialistas sobre os assuntos.
  2. Braincast: Trata-se do podcast do portal b9. Eles falam de cinema, artes, games, e tudo que se refere ao mundo criativo. Todas as terças tem conteúdo novo.
  3. Café Brasil: Esse também é um podcast antigo, está desde 2005 no ar. É apresentado pelo Jornalista Luciano Pires, aquele que tem trabalhado para despocotização do Brasil, é bem bacana, e todas as quartas tem conteúdo novo.

Caso gostem, voltem aqui no blog e comentem.

Boa semana.a todos!

1q84

capa do livro 1q84

capa do livro 1q84

Só pelo título essa trilogia já merece aplausos. Creio que você concordará comigo quando mergulhar na leitura e descobrir o motivo em meio ao andamento da trama. O autor é Haruki Murakami, um escritor japonês consagrado não só por lá, visto que este romance fez com que  ele se tornasse mundialmente conhecido. A estrutura do texto te prende do início ao fim dos três livros, visto que se dá por meio de duas histórias em paralelo. Ambas tratam do cotidiano conturbado de dois personagens. A primeira, uma professora de educação física que acaba se tornando uma assassina profissional com métodos bastante próprios. O segundo um professor de matemática com habilidades de escritor, que acaba se envolvendo em um enrosco que nos desafia o tempo todo a imaginar seus possíveis desdobramentos. Junto com o romance o autor nos apresenta o Japão dos anos 80, e nos desafia a refletir sobre o impacto de determinados contextos religiosos e históricos na formação de futuros caráteres humanos. A leitura é leve e pode até parecer despretensiosa, porém caso você queira , dá para se aprofundar em  múltiplas  camadas, tornando a viagem pelas páginas  um pouco mais  demorada, contudo, claro, infinitamente melhor e mais prazerosa. Comprei os três livros em formato digital na Ibooks Store por US$ 29,00 (podem ser vendidos separadamente). Também poderá encontrá-los na Amazon e em formato físico em todas as livrarias. Boa leitura!

Traíra Sem Espinha

Essa dica é para os amigos que como eu, estão sempre aqui em Brasília.

Mais do que uma sugestão para gastronomia, o Traíra Sem Espinha é um bom ponto de encontro para bater papo, tomar uma cerveja e relaxar depois de um longo dia de trabalho. O local também funciona na hora do almoço e se localiza na Vila Planalto.

A vilinha é uma dica à parte, pois mesmo estando no plano piloto tem um jeito de cidadezinha praiana.

Se você conhece essa dica, ou pretende aproveitar, não esquece de passar por aqui e postar sua opinião. Até a próxima…

Maiores informação dessa verdadeira Vila dos Sabores através do site: http://www.querocomer.com.br/noticias.asp?cod_noticia=4992&cod_cidade=4.

Maringás

Nos municípios de Itatiaia no Rio e Bocaina em Minas Gerais, exatamente na divisa dos dois, você pode conhecer as duas Maringás. Uma no Rio e outra em Minas, as duas vilas são um excelente programa para o frio de julho. Música de qualidade, e uma gastronomia de cancelar qualquer dieta, são duas características marcantes do lugar. O paradoxo entre o requinte e a simplicidade também é outra condição quase que indescritível, já que ali dá para curtir esses dois extremos, sem qualquer forçação de barra.
Os pratos principais são à base de trutas, e considero como imperdível, a Truta defumada ao molho de alcaparras, que serve tranquilamente a duas pessoas. Você encontra essa maravilha no bar do mineiro, e come ao som de uma boa música ao vivo, que tem como repertório característico, Geraldo Azevedo, Djavan, Marisa Monte, em meio a clássicos da Bossa Nova.
O lugar é aquecido por lareira, e os pratos custam em média vinte e cinco reais.´
Para fechar, é indispensável durante o dia, um passeio pelas cachoeiras da região. Uma boa pedida é o aucantilado onde depois do passeio você pode tomar uma cerveja acompanhada por uma saborosa porção de pinhão temperado com orégano.
Maiores informações sobre pousadas, localização e passeios, acessem o site: www.viscondedemaua.com.br.
Se você conhece essa  dica, ou pretende aproveitar, não esquece de passar por aqui e postar sua opinião. Até a próxima.