O Brasil não sabe o que quer. E você? – Parte I

Por Carlos Ferrari - Atualizado em: quarta-feira, Fevereiro 4, 2015 - Compartilhe/Salve - Deixe um comentário

Bandeira do Brasil

Um título de coluna propositalmente provocativo. É claro que se eu, você, nós, o povo brasileiro, tivermos clareza do que queremos, o país por consequência também terá.

Então vamos a dez pontos polêmicos que sempre aparecem nos nossos happy hours, salões de beleza e nos bate-papos de fila de banco, mas que acabam, infelizmente, não traduzindo de fato o que pensam as pessoas.

Com essa série de textos, dividida em três partes, não pretendo formar opinião a partir daquilo que acredito, mas sim, provocar maiores debates e reflexões que nos permitam verdadeiramente defender aquilo que acreditamos.

  1. Afinal de contas, políticos devem ou não receber salários? Eles ganham muito ou pouco?  De cara, já sabemos a resposta da maioria: “ganham muito e  não fazem nada”, “roubam demais”, “nem precisariam receber, pois deveria ser um trabalho voluntário”. Bem, discursos prontos à parte, será que o problema está no quanto ganham ou será que o ponto a ser discutido é  a  qualidade do trabalho que desempenham? Já nos perguntamos porque grandes profissionais – aliás infinitamente melhores remunerados que os nossos atuais representantes – correm dessa ”tal função pública”? Continuando ainda no assunto, será que todos são ruins, todos trabalham pouco? Para terminar cabe ainda nos perguntar: para basilar nossa opinião já buscamos conhecer o dia-a-dia de um parlamentar ou gestor público?
  1. Continuando a falar de política, como devem ser financiadas as campanhas eleitorais? A moda agora é defender o financiamento público. Você acha que devem sair dos impostos recolhidos o custeio das campanhas para cargos no executivo e legislativo? Se acha que não, como deveria ser? Será que empresas privadas apoiariam campanhas apenas alinhadas com o seu compromisso social ou esperariam algo em troca do seu apoiado eleito? Para avançar um pouco mais na conversa: seria injusto cobrar determinados favores depois de financiar o candidato já empossado? Não houve uma ajuda prévia?
  1. Mas se você não gosta de política, vamos mudar o rumo da prosa. Proponho pensarmos um pouco mais sobre como está nascendo o nosso povo. Estatísticas recentes apontam para mais de 80% de partos cesarianas em hospitais privados e por volta de 40% no setor público. A OMS – Organização Mundial de Saúde recomenda apenas 15%; logo, os números mostram que estamos “nascendo errado”. Pessoalmente, cheguei ao mundo depois de minha mãe passar por doze horas de trabalho de parto. Minha filha, ao contrário, nasceu graças a uma cesariana bem sucedida, sem a qual seria impossível um parto de sucesso conforme nos afirmaram os profissionais envolvidos. Histórias à parte, fica a verdade aparente: de que mães e médicos bons são aqueles em linha com as recomendações da OMS. Contudo, vale refletirmos se temos remuneração e formação acadêmica adequadas para a realização de partos naturais no Brasil. Precisamos conversar sobre em que medida um pseudo-modismo pode vir a colocar a vida de futuras mamães e bebês em risco? Para terminar cabem mais algumas perguntas: como país, temos uma meta a atingir? Qual o caminho necessário para percorrer até chegarmos a melhores índices de partos HUMANIZADOS?

Sem dar respostas, porém aguardando muitas reflexões, continuamos na próxima semana com mais pontos de interrogação nessa série de textos que nos propõe um debate a partir de novos olhares diante de velhos tabus.

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